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Sementes de Sabedoria Andina

por Giuliano Salas 04 oct, 2017
" A ponte nos ajuda a atravessar todos os dias e vamos recompensar reparando todos os anos."   - Eleutério Ccallo, Engenheiro tradicional  

A ponte de Qeswachaka foi originalmente construída pelos Incas, pelo menos, 600 anos atrás, usando cordas feitas com uma grama da região chamada Ichu.  

Segundo a tradição, a ponte deve ser destruida cada ano no mês de junho (festas de Cusco e solsticio de inverno) para ser reconstruída imediatamente. Este costume simboliza o vínculo de fraternidade que devem ser atualizados e reparados periódicamente entre homens e mulheres da mesma comunidade e entre as diferentes comunidades da área. Além disso, de acordo com as histórias que contam os idosos, durante a época da invasão espanhola, um esquadrão de soldados espanhões perseguiam a um grupo de sacerdotes incas que fugiam com peças sagradas feitas de ouro. Se estes foram alcançados, seriam torturados e depois mortos. Em sua fuga, os incas cruzaram a ponte de qeswachaka e quando os espanhóis começaram a atravessar, os andinos cortaram as cordas deixando cair os conquistadores no rio.  

Cada ano, no mês de junho, cerca de 700 homens e mulheres das comunidades de Cusco visitam Q’eswachaka para a festividade da destruição da velha ponte e a construção da nova ponte colgante. As técnicas de tecido e de construção foram passadas de pais para filhos desde tempos Inca, e cada grupo tem uma tarefa específica na construção.  

Graças a esta tradição, a ponte a sobrevivido centenas de anos, servindo como um elo entre o passado e o futuro. E a construção das cordas simboliza as sequências de conexões que as comunidades mantenham com suas tradições.

O processo começa com uma cerimônia na qual a permissão da pachamama para a construção deste ano é solicitada. Posteriormente é feito uma oferta aos espíritos tutelares das montanhas para obter suas bençãos. Depois as mulheres crianças e jovens reúnem a grama seca, enquanto as mulheres se dedicam a tecer as cordas.  

Quando a nova ponte esta sendo instalada todas as comunidades celebram com música e comida local, renovando assim seus laços de amizade e fraternidade.  


“ A ponte tem vida, é parte nossa e que parte de nos", São as palavras finais de Eleuterio, enquanto recolhe suas ferramentas e se prepara para voltar a casa.

por Giuliano Salas 04 oct, 2017

A tradição espiritual e as técnicas energéticas de cura têm evoluído nos Andes por pelo menos 3 mil anos e, provavelmente tem uma antigüidade de 10 mil anos, desde os tempos da cultura Tiahuanaco.


A passagem de centenas de gerações de "homens medicina", aqui chamados Paqos, e constantes pesquisas fizeram e continuam a fazer, permitiu o desenvolvimento de técnicas de cura e harmonização de nossos corpos físico, mental e espiritual.


Por otro lado, a tradição andina ensina que o corpo energético de uma pessoa esta governado por 7 centros distribuídos ao longo da coluna, chamados nhauys, que significa olhos. Estes centros podem ser abertos ou fechados dependendo do estilo de vida da pessoa e da qualidade energética que isso vai atrair sua vida.


Os mestres andinos utilizam 3 técnicas principais de trabalho energéticos, e cada uma delas tem variações para atender as necessidades do paciente. Uma variante dessas técnicas é o trabalho com um grupo de 7 pedras chamadas cuias, num contexto terapêutico são usadas para alinhar o corpo energético do paciente.


Durante uma terapia andina, o mestre esta ligado á energia do paciente e, em seguida utiliza as cuias para fazer fluir a energia pesada estagnada em estes centros energéticos.


Cada cuia tem um desenho e forma específica para trabalhar com o animal de poder que controla cada nhauy (olho energético). 


Existem também distintos tipos de cuias, e alguns mestres fazem grandes peregrinações as montanhas em busca de meteoritos que caíram em tempos remotos para fazer suas cuias usando este material. Graças as propriedades magnéticas dos metais que contém em certos meteoritos, a energia do paciente pode ser manipulada mais eficientemente.


Para saber mais sobre o trabalho de energia com as cuias, convidamos a todos para participarem de um dos nossos r etiros no Brasil  ou uma das nossas  viagens iniciáticas ao Peru .

por Giuliano Salas 13 sep, 2017
O Despertar do Fogo Interior

Sementes de Sabedoria Andina

por Giuliano Salas 04 oct, 2017
" A ponte nos ajuda a atravessar todos os dias e vamos recompensar reparando todos os anos."   - Eleutério Ccallo, Engenheiro tradicional  

A ponte de Qeswachaka foi originalmente construída pelos Incas, pelo menos, 600 anos atrás, usando cordas feitas com uma grama da região chamada Ichu.  

Segundo a tradição, a ponte deve ser destruida cada ano no mês de junho (festas de Cusco e solsticio de inverno) para ser reconstruída imediatamente. Este costume simboliza o vínculo de fraternidade que devem ser atualizados e reparados periódicamente entre homens e mulheres da mesma comunidade e entre as diferentes comunidades da área. Além disso, de acordo com as histórias que contam os idosos, durante a época da invasão espanhola, um esquadrão de soldados espanhões perseguiam a um grupo de sacerdotes incas que fugiam com peças sagradas feitas de ouro. Se estes foram alcançados, seriam torturados e depois mortos. Em sua fuga, os incas cruzaram a ponte de qeswachaka e quando os espanhóis começaram a atravessar, os andinos cortaram as cordas deixando cair os conquistadores no rio.  

Cada ano, no mês de junho, cerca de 700 homens e mulheres das comunidades de Cusco visitam Q’eswachaka para a festividade da destruição da velha ponte e a construção da nova ponte colgante. As técnicas de tecido e de construção foram passadas de pais para filhos desde tempos Inca, e cada grupo tem uma tarefa específica na construção.  

Graças a esta tradição, a ponte a sobrevivido centenas de anos, servindo como um elo entre o passado e o futuro. E a construção das cordas simboliza as sequências de conexões que as comunidades mantenham com suas tradições.

O processo começa com uma cerimônia na qual a permissão da pachamama para a construção deste ano é solicitada. Posteriormente é feito uma oferta aos espíritos tutelares das montanhas para obter suas bençãos. Depois as mulheres crianças e jovens reúnem a grama seca, enquanto as mulheres se dedicam a tecer as cordas.  

Quando a nova ponte esta sendo instalada todas as comunidades celebram com música e comida local, renovando assim seus laços de amizade e fraternidade.  


“ A ponte tem vida, é parte nossa e que parte de nos", São as palavras finais de Eleuterio, enquanto recolhe suas ferramentas e se prepara para voltar a casa.

por Giuliano Salas 04 oct, 2017

A tradição espiritual e as técnicas energéticas de cura têm evoluído nos Andes por pelo menos 3 mil anos e, provavelmente tem uma antigüidade de 10 mil anos, desde os tempos da cultura Tiahuanaco.


A passagem de centenas de gerações de "homens medicina", aqui chamados Paqos, e constantes pesquisas fizeram e continuam a fazer, permitiu o desenvolvimento de técnicas de cura e harmonização de nossos corpos físico, mental e espiritual.


Por otro lado, a tradição andina ensina que o corpo energético de uma pessoa esta governado por 7 centros distribuídos ao longo da coluna, chamados nhauys, que significa olhos. Estes centros podem ser abertos ou fechados dependendo do estilo de vida da pessoa e da qualidade energética que isso vai atrair sua vida.


Os mestres andinos utilizam 3 técnicas principais de trabalho energéticos, e cada uma delas tem variações para atender as necessidades do paciente. Uma variante dessas técnicas é o trabalho com um grupo de 7 pedras chamadas cuias, num contexto terapêutico são usadas para alinhar o corpo energético do paciente.


Durante uma terapia andina, o mestre esta ligado á energia do paciente e, em seguida utiliza as cuias para fazer fluir a energia pesada estagnada em estes centros energéticos.


Cada cuia tem um desenho e forma específica para trabalhar com o animal de poder que controla cada nhauy (olho energético). 


Existem também distintos tipos de cuias, e alguns mestres fazem grandes peregrinações as montanhas em busca de meteoritos que caíram em tempos remotos para fazer suas cuias usando este material. Graças as propriedades magnéticas dos metais que contém em certos meteoritos, a energia do paciente pode ser manipulada mais eficientemente.


Para saber mais sobre o trabalho de energia com as cuias, convidamos a todos para participarem de um dos nossos r etiros no Brasil  ou uma das nossas  viagens iniciáticas ao Peru .

por Giuliano Salas 13 sep, 2017
O Despertar do Fogo Interior
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